Plenário vai votar reforma até 18 de julho, afirma Maia

Ministro Paulo Guedes tentou reduzir o estresse com Congresso; um dia antes, ele teria acusado a Casa de ser uma ‘máquina de corrupção    

Márcio Rodrigues, Camila Turtelli, Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 04h00

SÃO PAULO E BRASÍLIA – Depois de mais um estresse na relação entre a equipe econômica e o Congresso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu que a reforma da Previdência será votada pelos deputados no plenário antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

A investidores, em evento promovido pelo Credit Suisse, em São Paulo, Maia afirmou que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), será apreciado na Comissão Especial na próxima semana. Na seguinte, a votação ocorrerá no plenário. A fala acalmou investidores.

Na quinta-feira, 27, Guedes, trabalhou para baixar a temperatura depois da nova crise com o Congresso provocada pelos ruídos em torno de uma crítica que teria feito a parlamentares – chamando o Congresso de “máquina de corrupção”.

Ele trocou mensagens de WhatsApp com Maia e foi à residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), onde ressaltou confiar no “papel decisivo” da Câmara e do Senado na reforma da Previdência. Antes do encontro com investidores, pela manhã, Maia pediu que a equipe econômica voltasse a ajudar como fez até a apresentação do relatório. “Como eu disse, o sapo morre pela boca. Quero dizer, o peixe”, afirmou.

Para garantir a votação antes do recesso, segundo relatou uma fonte presente ao evento do Credit Suisse, que era fechado à imprensa, Maia disse que sua proposta é que os partidos que apoiam o governo não apresentem destaques (sugestões de mudanças ao texto).

O presidente da Câmara disse à plateia de investidores que, apesar de ter gente dizendo que o governo não tem voto suficiente e que não vai votar antes do recesso, ele, Maia, assegurou que votará a reforma, pois comanda a pauta da Câmara.

Maia também disse que não haverá mais redução na economia esperada com a reforma. Nas contas de Guedes, com as mudanças feitas por Moreira, a economia esperada em dez anos caiu de R$ 1,2 trilhão para R$ 860 bilhões – o relator diz que a economia fica em R$ 913,4 bilhões se incluir o aumento de tributação sobre os bancos.

Guedes foi questionado na quarta-feira sobre as mudanças no texto da reforma. Desta vez, o ministro disse que “cada um tem seu papel”, em referência ao trabalho de deputados e senadores que analisam o tema.

“Sobre o relatório, vocês sabem, cada um tem o seu papel. O papel do Ministério da Economia era mandar a proposta. E a proposta ia até R$ 1,2 trilhão. Quando sai o relatório, o parecer, é natural que eu dissesse. O BPC (benefício pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) eu achei apreciável, eu achei também muito interessante a retirada do rural, achei que a retirada dos servidores públicos não era tão interessante, porque podia atingir a potência fiscal do pacote, e me ressenti também a retirada dos Estados e municípios”, declarou.

O ministro disse ainda que um dos itens retirados do texto que ele gostaria que voltassem para é a inclusão de Estados e municípios nas novas regras previdenciárias.

 

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