Falta de chuva provoca ampliação do rodizio em quatro cidades da RMR

A previsão de chuvas abaixo da média para os próximos quatro meses e o baixo nível da Barragem Botafogo (Rio Catucá), principal fonte hídrica que compõe o sistema de distribuição de água das cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, levaram a Compesa a tomar medidas para a preservação da vida útil do manancial. A companhia anunciou hoje (4) a ampliação do calendário de abastecimento nas quatro cidades que era, em média, de um dia com água e três dias sem, para o regime de um dia com água e cinco dias sem. O aumento do rodízio foi necessário em função da redução do volume de água retirado da Barragem Botafogo – de 700 litros por segundo para 200 l/s – que apresenta apenas 11,27% da sua capacidade total de armazenação (27,6 milhões de metros cúbicos de água).
O índice pluviométrico registrado na região da Barragem de Botafogo, localizada em Igarassu, no mês de março deste ano (119 mm), sofreu uma queda de 34% se for comparado ao mesmo período de 2016 (180 mm). Outro sinal de alerta é o fato da Barragem de Botafogo ter extravasado água apenas uma vez (em 2009), nos últimos oito anos. “Vamos entrar no sétimo ano consecutivo de seca e os prejuízos também são sentidos nos mananciais da Região Metropolitana do Recife. Antes, o Sistema Botafogo operava com 1,5 mil l/s, hoje, só temos 930 l/s, o que obrigou a Compesa adequar o calendário nessas cidades para a realidade de oferta de água”, explica Rômulo Aurélio Souza, diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, pontuando que a companhia já instalou uma balsa flutuante para ajudar a captar água no manancial.
O novo calendário já está em vigor nos municípios de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, que juntos somam uma população de 900 mil habitantes. O Sistema Botafogo responde por 50% da oferta de água nessas quatro cidades, que também são atendidas por poços e outros sistemas de abastecimento. Na região norte da RMR, ficam de fora da ampliação do calendário as cidades de Itamaracá e Itapissuma, que são abastecidas por poços, e Araçoiaba, que possui um sistema independente a partir do Riacho Floresta. O calendário de abastecimento de água atualizado já está disponível no site www.compesa.com.br.
A Barragem Botafogo é o manancial mais importante que compõe o Sistema Botafogo, que ainda conta com captações à fio d’água realizadas nos rios Arataca, Monjope, Cumbe, Tabatinga e Conga. Hoje, a captação mais confiável do sistema é realizada no Rio Arataca (450 l/s), situado no município de Goiana. Com a redução da retirada de água da Barragem Botafogo, a companhia vai aumentar a exploração das captações à fio d’água para totalizar a vazão de 930 l/s do sistema – que também conta com contribuições de 140 poços tubulares profundos com vasão da ordem de 1.800 l/s.
A Compesa já tem em mãos uma alternativa efetiva para regularizar a vazão da Barragem Botafogo e melhorar o fornecimento de água para os quatro municípios. “Vamos executar a Transposição do Rio Capibaribe para a Barragem Botafogo. O projeto já está pronto e é relativamente simples, prevê a implantação de uma captação (estação de bombeamento) no rio na região do Engenho Muribara, em Paudalho, e a construção de uma adutora de 7,6 quilômetros para transportar a água até a Barragem Botafogo”, informa o diretor. A obra terá condições de incrementar o sistema com uma vazão que pode variar de 460 l/s a 1,2 mil l/s, tendo em vista que a Barragem de Carpina vai regularizar a vazão do Rio Capibaribe.
O empreendimento está orçado em R$ 30 milhões, recursos que ainda não estão assegurados, mas que a Compesa busca viabilizar junto ao Ministério da Integração Nacional. A previsão é concluir a obra em seis meses após o início da ordem de serviço.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Compesa

 

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