Embasa inova na área de qualidade da água

Laboratório Central da Embasa.

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), através de seu Laboratório Central, em Salvador (BA), investe continuamente na pesquisa e desenvolvimento de novas técnicas de análise laboratorial que garantem o atendimento às normas regulamentadoras dos padrões de potabilidade da água e dos padrões ambientais para lançamento de efluentes (Portaria nº 2914/2011 do Ministério da Saúde e Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama nº 357/2005, respectivamente). Neste ano, a empresa obteve um importante reconhecimento aos avanços já conquistados com a premiação de trabalhos técnico-científicos no 3° Congresso Internacional da Rede de Saneamento e Abastecimento de Água (Resag), vinculada ao Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os trabalhos foram desenvolvidos pela equipe da Gerência de Controle de Qualidade da Água e Efluentes da Embasa. Uma das técnicas premiadas aprimora a análise dos surfactantes aniônicos, exigência da legislação tanto para análises de água potável quanto para amostras retiradas diretamente de mananciais e efluentes. Os surfactantes aniônicos são os princípios ativos mais comuns de sabões e detergentes, sendo amplamente utilizados pelas indústrias cosmética e de produtos de limpeza. A presença excessiva dessas substâncias nos corpos hídricos prejudica a vida aquática e pode gerar forte impacto visual, com a formação de grande volume de espuma na superfície de mananciais. “A metodologia consegue reduzir em 90% o tempo de análise, além de diminuir em 95% o uso de clorofórmio como solvente no teste, minimizando riscos à saúde e ao meio ambiente”, destaca o químico Júlio César Mato Grosso, um dos autores do trabalho, que foi desenvolvido com o apoio da técnica em Química Sandra Novaes.

Enquanto o método tradicional de análise leva cerca de duas horas para verificar dez amostras, esta técnica agiliza o processo, analisando 25 amostras em meia hora. Além disso, com a nova metodologia, é possível usar vidraria mais simples, reaproveitando tubos oriundos de outras aplicações. A técnica vem sendo utilizada na Embasa desde 2007 e, no ano assado, o método alcançou o terceiro melhor resultado no programa de comparação interlaboratorial promovido pela Rede Metrológica do Rio Grande do Sul, competindo com 53 laboratórios públicos e privados do país.

O segundo trabalho premiado este ano no Congresso Internacional da Resag traz outra técnica de análise inteiramente desenvolvida no Laboratório Central da Embasa e que apresenta vantagens em comparação aos métodos clássicos. Desta vez, a substância analisada é o antimônio, cujos níveis são avaliados em amostras de água bruta e tratada. O antimônio é eliminado na natureza a partir, principalmente, de resíduos de materiais plásticos e ligas de metais. Em altas concentrações, ele pode provocar efeitos como náuseas, vômitos e diarréia. Para o químico Jorge Tadeu de Freitas – autor do trabalho juntamente com Sandra Novaes e Dalton Blohem –, a técnica anterior utilizava energia elétrica em larga escala e equipamentos de alto custo. Os tempos de análise também foram reduzidos. “Dez amostras eram analisadas em três minutos, o que, agora, leva só 30 segundos. Além disso, desenvolver uma técnica alternativa nos dá a garantia de que as análises não sejam interrompidas em caso de quebra de um equipamento, por exemplo, conferindo mais segurança para garantir as exigências da legislação”, defende.

O CONGRESSO 

O 3° Congresso Internacional da Rede de Saneamento e Abastecimento de Água (Resag) foi realizado no mês de setembro, em Belo Horizonte. Palestrantes nacionais e internacionais conduziram discussões em temáticas como planejamento e execução de políticas públicas relacionados aos recursos hídricos; programas e ações nas áreas da saúde, meio ambiente, indústria, comércio e agricultura; monitoramento, preservação e qualidade da água. Neste ano, os trabalhos apresentados por técnicos da Embasa conquistaram o segundo e terceiro lugares no congresso, que é realizado de dois em dois anos. Na edição anterior, em 2015, a empresa também já havia se destacado, obtendo a primeira e terceira colocações entre os trabalhos inscritos. Para o gerente de Controle de Qualidade da Água e Efluentes da Embasa, Fabrício Aleluia, “os resultados exitosos que vêm sendo obtidos inserem a empresa em um cenário de produção e compartilhamento de conhecimento técnico-científico em âmbito nacional e internacional”.

 

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