Investimentos beneficiam 7.800 moradores da sede municipal
Cercado pela Baía de Todos os Santos e destaque pela diversidade de suas belezas naturais, Madre de Deus já conta com 80% de cobertura do serviço de esgotamento sanitário. A Embasa concluiu, este mês, a obra de ampliação do sistema que atende a sede do município, onde foram investidos R$ 7,4 milhões, entre recursos próprios da empresa e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As intervenções, além de contribuírem para a despoluição das águas da Baía, beneficiam 7.800 moradores dos bairros de Cação, Suape, Marezinha e Centro.
Morador há 30 anos da ilha, o diretor geral da Organização Não Governamental Amigos do Mangue (Amangue), Epaminondas de Oliveira, via o esgoto correndo à céu aberto em frente a sua casa, na Rua Antônio Balbino, n° 70, no Bairro de Cação, descendo para o mangue e o mar. “Além de atrair ratos, baratas e mosquitos, o esgoto contaminava os mariscos, afetando o meio de sobrevivência de pescadores e marisqueiros. Após a obra da Embasa, não há mais lançamento de esgotos e sabemos que agora é uma questão de tempo para tudo voltar ao normal”, afirma.
Além das 1.656 ligações domiciliares já executadas pela Embasa, outras 394 serão feitas pelos próprios proprietários ou moradores, que assinaram declarações se comprometendo a ligar seus imóveis à rede coletora de esgoto, como determina o decreto estadual 7.765/2000, que regulamenta a Lei Estadual 7.307/1998.
A empresa implantou ainda 24,7 quilômetros em tubulações de diâmetros variados, duas estações elevatórias (conjuntos de motor-bomba) e recuperadas outras cinco já existentes na ilha. A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da cidade foi ampliada, ganhando três novos DAFAs (digestores anaeróbios), mais um tanque de aeração, oito novos aeradores e um decantador, equipamentos responsáveis pela remoção da carga orgânica dos efluentes.
Moderno sistema - Nesta estação, a desinfecção do efluente é feita por meio de um moderno sistema de radiação ultravioleta, que elimina agentes patogênicos (vírus e bactérias). O efluente final sai do tratamento livre de 95% das impurezas presentes no esgoto doméstico e, em seguida, é conduzido por emissário terrestre ao mar da Baía de Todos os Santos, longe dos banhistas e sem degradar o meio ambiente.
A dona-de-casa Viviane Oliveira, mãe de dois filhos, agradece. “Agora as crianças podem brincar e tomar banho de mar numa área limpa e saudável, sem risco de ‘pegar’ doenças”.
Sustentabilidade - Além de garantir a saúde e qualidade de vida da população da ilha, a ETE de Madre de Deus é dotada de um sistema avançado de tratamento de lodo, que evita que um dos principais resíduos gerados pelo processo de tratamento de esgoto vá parar nos aterros sanitários. O decantador, integrado a um movedor de lodo, conduz o resíduo até a estação elevatória de lodo. Ao chegar no nível adequado, o lodo retorna para os DAFAs, para passar novamente por todo o processo de tratamento e permanece nesse ciclo até se decompor totalmente.
Fonte: Ascom Embasa
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