Brumadinho: água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal, diz governo de MG

de MG

Nota não detalha riscos que problema pode causar. Vale terá que fornecer água potável para comunidades.

Por Carlos Amaral, G1 Minas — Belo Horizonte

31/01/2019 07h25

Após os resultados iniciais do monitoramento do Rio Paraopeba, o governo de Minas desaconselhou o uso da água do leito sem tratamento para qualquer finalidade, até que a situação seja normalizada.

Em nota conjunta publicada na quinta-feira (30), as secretarias de Saúde (SES-MG), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) disseram que a água do rio apresenta riscos à saúde humana e animal.

O informativo do governo não detalha os riscos que a água pode causar e veio acompanhado de um relatório que demonstra alteração nos níveis da turbidez da água e de alguns metais como alumínio, cádmio, cromo, chumbo, boro, vanádio, bário e níquel.

De acordo com o assessor especial da Secretaria de Estado de Saúde, Bernardo Ramos, a medida é preventiva devido à detecção do aumento do nível de substâncias na água após a tragédia. Ele informa que, até o momento, não foram registrados nenhum atendimento específico em postos e saúde ou hospitais da região atingida.

A indicação da Secretaria de Saúde – caso alguém tenha contato com a água não tratada do Rio Paraopeba ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas – é que se procure a unidade de saúde mais próxima para informar sobre esse contato.

As secretarias também informaram que o contato eventual com a água não causa risco de vida, mas deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens. Para os bombeiros, que trabalham diretamente com o solo, a nota indica o uso constante de equipamentos de segurança.

Para que não haja falta d’água, o governo suspendeu a necessidade de outorga para perfuração de poços artesianos. Também foi determinado que a Vale forneça água potável para comunidades atingidas. Funcionários da Seapa já estão percorrendo as cerca de 20 cidades para orientar a não utilização da água do rio.

Finalmente, a nota ressalta que a orientação é válida no trecho entre o Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas. Em Pará de Minas há um outro rio usado para abastecimento da cidade.

 

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